Rainha D. Dulce de Aragão

Vida e Obra

A infanta Dulce era filha do conde Raimundo Berengário IV com a rainha Petronila de Aragão.

Em 1185, casou com D. Sancho I, filho do primeiro rei de Portugal, Afonso I.

A jovem Dulce cumpriu o papel esperado dela como esposa e mãe de uma vasta prole. D. Sancho I, em seu primeiro  testamento feito em 1188, doou os rendimentos de Alenquer, terras do Vouga, de Santa Maria e do Porto, a sua esposa e ela ainda adquiriu outras propriedades no termo e sabe-se que foi, de facto, senhora de Alenquer.

Dulce faleceu em 1198, provavelmente por causa da peste e enfraquecida pelos partos sucessivos, tendo sido sepultada no Mosteiro de Santa Cruz, junto do marido.

D. Sancho I deu o primeiro foral a Azambuja em 1200 e muito provavelmente D. Dulce de Aragão terá tido o proveito destas terras aquando da doação desse foral.

Ligação a Azambuja

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N: Barcelona - 1160

F: Coimbra - 1 de setembro de 1198

Casada com D. Sancho I em 1185

 

Rainha Santa Isabel

Isabel de Aragão foi uma infanta aragonesa, que viveu aproximadamente do ano 1282 até 1325, sendo rainha consorte de D. Dinis. Ficou para a história com a fama de santa, tendo sido beatificada e, posteriormente canonizada. Ficou popularmente conhecida como Rainha Santa Isabel ou, simplesmente, A Rainha Santa é padroeira da cidade de Coimbra.

D. Isabel de Aragão veio para Alenquer num exílio forçado, ordenado pelo seu marido, ficando impedida de viajar e privada de todas as suas rendas. Isto terá acontecido no final de 1320 sob acusação de favorecer o filho de ambos e pretendente ao trono, D. Afonso IV em luta contra o pai, D. Dinis. Não conhecemos as razões que presidiram à escolha de Alenquer para o exílio, para o convento de S. Francisco.

Foi beatificada em 1516 por Papa Leão X e canonizada em 1625 por Papa Urbano VIII.

N: Saragoça – 4 janeiro 1271

F: Estremoz - 4 de julho de 1336
Casada com D. Dinis em 1281

Ligação a Azambuja

Não existe uma ligação direta desta rainha ao Concelho de Azambuja, mas sabe-se que passou por esta zona pois tinha terras em Alenquer onde chegou a construir a Igreja do Espírito Santo.

Algumas interpretações da lenda do Milagre das Rosas dão como certo que aconteceu durante a construção desta igreja pois a rainha por estar desterrada e desprovida de bens não podia pagar diretamente aos trabalhadores e por esse modo escondia o dinheiro dentro de

flores que depois entregava aos trabalhadores.

 

Rainha D. Filipa de Lencastre

Filipa de Lencastre foi uma princesa inglesa da Casa de Lencastre. Tornou-se rainha consorte de Portugal através do casamento com o rei D. João I, celebrado em 1387 na cidade do Porto.

D. Filipa de Lencastre recebeu de D. João I as rendas da alfândega de Lisboa e das vilas de Alenquer, Sintra, Óbidos, Alvaiázere, Torres Novas e Torres Vedras.

A Crónica de el-rei D. João I, de Fernão Lopes, retrata a rainha como generosa e amada pelo povo. Os seus filhos que chegaram à idade adulta seriam lembrados como a ínclita geração, de príncipes cultos e respeitados em toda a Europa.

Filipa morreu de peste bubónica nos arredores de Lisboa, poucos dias antes da partida da expedição a Ceuta. Está sepultada na Capela do Fundador do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, ao lado do seu esposo.

N: Leicester – 31 de março de 1360

F: Odivelas - 19 de julho de 1415

Casada com D. João I em 1387

Ligação a Azambuja

Não existe uma ligação direta desta rainha ao Concelho de Azambuja, mas sabe-se que passou por esta zona pois tinha terras em Alenquer e algumas das zonas do atual concelho de Azambuja pertenciam anteriormente a Alenquer, nomeadamente a freguesia de Vila Nova da Rainha onde casou D. Nuno Álvares Pereira, contestável do reino durante o reinado de D. João I.

 

Rainha D. Amélia

D. Amélia era a filha primogénita de Luís Filipe, Conde de Paris, neto do último rei da França, Luís Filipe I, e como tal pretendente ao trono francês.

D. Amélia passou parte da infância em Inglaterra, onde nasceu, devido ao exílio a que a sua família estava sujeita desde que Napoleão III assumira o trono da França, em 1848. Somente após a queda do império, em 1871, os Orleães puderam regressar ao país. A princesa teve então a esmerada educação reservada às princesas, embora o seu pai apenas fosse pretendente à coroa.

Em outubro de 1889, com a morte do sogro, Amélia, então com apenas vinte e quatro anos, tornou-se rainha de Portugal.

Em 1892, Amélia recebeu a Rosa de Ouro do Papa Leão XIII.

Como rainha Interessada pela erradicação dos males da época, como a pobreza e a tuberculose, fundou dispensários, sanatórios, lactários populares, cozinhas

económicas e creches, demonstrando assim o seu interesse pelo bem-estar da população portuguesa. Todavia, suas obras mais conhecidas são as fundações

do Instituto de Socorros a Náufragos (em 1892); do Museu dos Coches Reais (1905); do Instituto Pasteur em Portugal (Instituto Câmara Pestana); e da Assistência Nacional aos Tuberculosos.

N: York House - 28 setembro 1865

F: Le Chesnay - 25 de outubro de 1951

Casada com D. Carlos em 1886

Ligação a Azambuja

A Rainha D. Amélia gostava de vir, sobretudo no verão, passar temporadas no Palácio das Obras Novas, em Azambuja. Este Palácio foi mandado construir por D. Maria I para servir de apoio ao vapor entre Lisboa e Constância. Mais tarde foi transformado em Estalagem onde os reis passavam os verões.

Leonor de Avis foi uma princesa portuguesa da Casa de Avis, e rainha de Portugal a partir de 1481, pelo casamento com seu primo João II de Portugal, o Príncipe Perfeito. Pela sua vida exemplar, pela prática constante da misericórdia, e mais virtudes cristãs, alcançou de alguns historiadores o epíteto de "Princesa Perfeitíssima", inspirado no cognome do rei seu marido, a cuja altura sempre se soube manter para o juízo da história.

Fundou a Irmandade de Invocação a Nossa Senhora da Misericórdia em 1498 com uma função social e caritativa que depois deu origem à Santa Casa da Misericórdia.

Leonor foi sem dúvida uma das mais notáveis soberanas portuguesas de todos os tempos, pela sua vida, importância, influência, obra, e legado aos vindouros.

N: Beja – 2 maio 1458

F: Lisboa - 17 de novembro de 1525

Casada com D. João II em 1471

Rainha D. Leonor

Ligação a Azambuja

A 9 ou 10 de março de 1493, Cristóvão Colombo encontrou-se com D. João II em Vale do Paraíso, freguesia do concelho de Azambuja e o seu secretismo prende-se precisamente com a relevância da descoberta do “Novo Mundo” na geoestratégia da época, nomeadamente para os reinos de Portugal e da atual Espanha.